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ORIGENS

 A freguesia foi desanexada da freguesia de Sobreira Formosa em 09/11/1920, e ficou com os seus limites definitivamente fixados em 15/10/1921.

PERSONAGENS HISTÓRICAS E ILUSTRES

 
- Capitão José Ribeiro de Almeida

        Nascido a 24/10/1890 e falecido a 21/12/1983, casado com a senhora D. Maria Ribeiro de Almeida, este casal fez diversas doações à freguesia, entre as quais, parte do terreno do cemitério, terrenos onde se encontra implantado o campo de futebol e equipamento anexo ao Centro Social.
O capitão José Ribeiro de Almeida esteve na 1ª Grande Guerra, em França, fazendo parte da companhia de saúde, acabou a sua carreira no Hospital Militar em Lisboa.
  Fixou-se depois em Montes da Senhora, sua terra natal, onde viveu até ao fim da sua vida. Após o 25 de Abril foi nomeado pelo MFA , vereador da Câmara Municipal de Proença-a-Nova.


 

- Dr. Álvaro da Cunha


       Nascido a 17 de Janeiro de 1910, natural do Rossio ao Sul do Tejo, Abrantes. Foi diplomado pela Faculdade de Medicina de Lisboa em 12 de Novembro de 1938, inscrito na ordem dos Médicos desde 14 de Maio de 1940 e casou, na Igreja Paroquial de Montes da Senhora, no ano de 1960, com a senhora D. Maria da Conceição Ribeiro da Cunha. Faleceu em 21 de Fevereiro de 1968.Veio viver para Montes da Senhora no início da década de 40 e aqui viveu até 21 de Fevereiro de 1968, data do seu falecimento.
A sua vinda para a nossa terra é ainda uma incógnita, no entanto poderemos apontar duas razões: uma de natureza pessoal e outra de natureza política.
Ao radicar-se nos Montes da Senhora poderia ficar perto da sua mãe que vivia em Proença-a-Nova, sede do concelho a que pertence a freguesia de Montes da Senhora. Para além disso nos Montes da Senhora poderia praticar a medicina, de uma maneira humana, e a sua forma de estar na vida, sempre procurando ajudar os mais necessitados, faziam-no sentir realizado.
Houve no entanto outra razão: não nos podemos alhear da situação política vivida na época. Poderemos afirmar que uma das causas da sua vinda para os Montes da Senhora foi a situação de semi-clandestinidade  em que teve de viver, desde que se licenciou até à data do seu falecimento, isto é, cerca de 30 anos. Nunca pôde exercer funções para o Estado (Centros de Saúde, Hospitais, etc.) atendendo a que as suas ideias políticas  eram contrárias ao Regime vigente.
Exerceu medicina nesta aldeia do interior do país, em plena zona do pinhal,  durante toda a sua vida, encontrou aí uma forma de ajudar os mais necessitados e possivelmente uma maneira de se refugiar à PIDE, onde tinha um processo e um boletim abertos, e que se encontram arquivados na Torre do Tombo.
Esteve envolvido na campanha eleitoral do General Humberto Delgado à Presidência da República.
O seu  nome foi dado a uma das ruas de Montes da Senhora, é a rua onde sempre viveu e onde ainda hoje mora a sua viúva, a senhora D. Maria da Conceição Ribeiro da Cunha, é a Rua Dr. Álvaro da Cunha...
Foi uma maneira, que a Junta de Freguesia encontrou, de se reconhecer o bem que fez ao povo dos Montes da Senhora.  

 
PATRIMÓNIO HISTÓRICO

- Igreja Matriz




- Marco Geodésico e Cruzeiro da Serra das Talhadas


-Oliveira Centenária


 

DANÇAS E CANTARES POPULARES
 

Grupo de Danças e Cantares do Centro Social Cultural e Recreativo da Freguesia de Montes da Senhora




O Grupo de Danças e Cantares organizou-se, em princípios dos anos 80, com o objectivo de fazer reviver tradições e dar a conhecer o modo de vida dos antepassados.

No seu percurso passou por 8 anos de inactividade, por falta de elementos mas, a partir de 1993, reactivou-se, agregado ao Centro Social Cultural e Recreativo, tendo actuado de Norte a Sul de Portugal, em Festivais e em permutas com outros Ranchos.

O Grupo apresenta trajes de trabalho, luto e domingueiros (para ir à Missa, a Feiras e Romarias). Há que notar que a zona em que o Grupo está inserido, era de fracos recursos na época a que o mesmo se reporta (princípios do século XX), justificando-se a simplicidade dos tecidos e feitios apresentados.

Os tecidos utilizados são o serrobeco, merino, castorina, fioco, gorgorina, linho riscado, cotim, chita e popeline.

As músicas e as letras foram recolhidas, por elementos do Grupo, junto das pessoas mais idosas, que as cantavam enquanto trabalhavam, no campo, e as dançavam, no adro da Igreja ou nos terreiros, nas tardes de domingo.

O Grupo é formado por quarenta elementos ± cujas idades vão dos 8 aos 70. A tocata é composta por 2 acordeões, 1 bombo, ferrinhos, pandeiretas, adufe e reco-reco.

Mais do que a importância presente de um povo, enaltece-se a força de quem, tendo nascido nesta freguesia, se orgulha de a dar a conhecer em toda a sua riqueza cultural.

LENDAS, USOS E COSTUMES
 

Lenda da Nossa Senhora do Pópulo

Diz-se que a Nossa Senhora do Pópulo apareceu na toca duma sobreira. O povo quis fazer-lhe uma capela no Vale da Igreja donde ela avistaria o Santo António da freguesia de Sobreira Formosa. Depois de mudarem a Nossa Senhora  para lá, verificava-se todas as manhãs, que ela estava na “ toca da sobreira “ e tinha deixado a capela nova. Após isto ter acontecido várias vezes , a população resolveu verificar se era Ela que se mudava ou alguém que procedia à sua mudança. Assim deitaram poeira no caminho e ... no dia seguinte as pegadas de Nossa Senhora lá estavam registadas. Perante tal facto o povo ainda duvidou e no dia seguinte foram espreitá-la. À hora do costume um denso nevoeiro cobriu o caminho e eles nada puderam ver e a Nossa Senhora lá estava na toca, como sempre, pela manhã. Foi então que o povo reuniu, decidindo construir a igreja matriz no sítio da “sobreira”, onde ainda hoje se encontra. 

ORAGO (SANTA PADROEIRA)
 
Nossa Senhora do Pópulo (celebrada, anualmente, a 15 de Agosto).